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Que venha Tyka!

Publicado: 11/02/2011 em Sem categoria
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Roberto Tykanori assume a Coordenação de Saúde Mental

fonte: Intranet MS

Blog do mario

A Secretária de Atenção à Saúde (SAS) informa aos gestores, servidores e colaboradores do SUS nas suas várias instâncias, que o Professor e Dr. Roberto Tykanori (Médico psiquiatra) foi convidado e aceitou assumir a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde.

O novo coordenador é uma das grandes referências nacionais em saúde mental, já colaborou com o MS em várias oportunidades e tem uma longa história no movimento da reforma psiquiátrica no Brasil. “Significa para a atual gestão do Ministério, a sinalização concreta e a oportunidade de aprofundar os dispositivos da reforma e qualificar cada vez mais a rede substitutiva humanizada da saúde mental no país, no marco dos dez anos da comemoração da Lei Antimanicomial”, afirmou o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior.

“Aproveito para agradecer e reconhecer o excelente trabalho realizado até então pelo antigo coordenador Pedro Gabriel Delgado, substituído a seu pedido”, finalizou Helvécio Miranda.

Roberto Tykanori é médico psiquiatra da SMS de Santos/SP, Professor de 3º grau e Chefe do Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde da UNIFESP.


Manifesto Saúde Mental

Publicado: 17/10/2010 em Sem categoria
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*Saúde Mental Pró-Dilma Presidente*

*Manifesto de Profissionais, Professores, Usuários, Familiares e Movimentos
Sociais de Saúde Mental a favor de DILMA PRESIDENTE*

O Brasil vive um momento de definição do futuro de suas políticas
públicas. Apresentam-se aos eleitores dois projetos políticos distintos.

Dilma representa a certeza de continuar avançando nas profundas
mudanças  sociais alcançadas pelo  governo Lula, e de garantir a
sustentabilidade e aprofundamento destas políticas de inclusão social e
equidade.

O projeto Dilma defende uma visão de Estado responsável por
políticas públicas efetivas de inclusão social, pleno emprego, combate à
miséria e à iniqüidade,  educação e saúde públicas de qualidade. A esta
visão opõe-se à de um Estado mínimo, onde as oportunidades seriam reguladas
pelo mercado.

No campo da Saúde, o projeto Dilma é de fortalecer o SUS, ampliando
o acesso com qualidade, a partir da atenção básica, com forte participação
do Estado – governo federal, estados e municípios – e participação
complementar do setor privado e filantrópico. Este projeto é o oposto da
proposta de um SUS mínimo, com baixa participação estatal e terceirização e
compra de serviços de instituições privadas e filantrópicas. No projeto de
Saúde de Dilma, o estado tripartite é o eixo e estrutura do SUS, e os
setores privado e filantrópico seu complemento.

Os oito anos do atual governo reduziram a pobreza e promoveram a
mobilidade econômica e social de uma importante parcela da população
brasileira, com o  aumento do emprego e do valor real do  salário  mínimo e
expansão do crédito. Além disso, houve a ampliação do acesso a serviços de
saúde, educação, lazer, cultura e o aumento do consumo por TODAS as camadas
da  população.  Todos os indicadores sociais refletem esta melhora objetiva
na vida dos brasileiros, especialmente das camadas mais pobres: renda,
mortalidade infantil, esperança de vida ao nascer, escolaridade, consumo de
bens materiais e simbólicos, acesso à cultura e vários outros.

Na área da saúde mental, o governo Lula expandiu a rede de Centros de
Atenção Psicossocial (CAPS), que passaram de 420 em 2002 para 1570 em 2010,
estando este serviço presente hoje em todos os estados do país; ampliou as
ações de saúde mental junto à Saúde da Família, com a implantação de 1.100
NASFs; criou o Programa De Volta para Casa por meio de Lei, beneficiando
3.600 pacientes egressos de longas internações; reduziu 20.000 leitos de
manicômios; implantou serviços de saúde  mental para crianças e
adolescentes. O financiamento da saúde mental passou a privilegiar a rede
comunitária de serviços, destinando 75% dos recursos para ações
extra-hospitalares, ao contrário do que ocorria até 2002, quando 80% dos
recursos eram integralmente utilizados em hospitais psiquiátricos. Ocorreu
uma real mudança do modelo de atenção, que é reconhecida e celebrada por
organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde, mudança esta
que precisa ser defendida, aprofundada e aperfeiçoada.

Além disso, investiu fortemente na rede de tratamento para
usuários de drogas, criando novas estratégias e serviços para esta população
(consultórios de rua, casas de acolhimento transitório, projetos de redução
de danos), sempre na perspectiva dos direitos humanos, da tolerância e da
inclusão social. Houve também o aprofundamento da integração com a Economia
Solidária, por meio da expansão  dos empreendimentos de geração de renda e
economia solidária de usuários e familiares, que hoje chegam a mais de 400
experiências.

Durante o governo Lula, foi realizada a IV Conferência Nacional de
Saúde Mental Intersetorial, que mobilizou 46.000 participantes em todo o
país para a discussão sobre as políticas públicas de saúde mental em todo o
país. Isto representa o compromisso inequívoco deste governo com a
participação social nas instâncias de deliberação do SUS.

Todos estes avanços estão ameaçados diante do projeto apresentado pelo
candidato adversário, que defende uma política de internação em enfermarias
fechadas nos manicômios, como a única forma de tratamento para o complexo
problema das drogas, sobretudo do crack. Além disso, este modelo diminuiu os
investimentos públicos na rede de saúde mental, intensificou a terceirização
dos serviços públicos e impediu a participação social, pela decisão isolada
do Governo de São Paulo de não realizar a IV Conferência Estadual de Saúde
Mental

Entendemos que a candidata Dilma representa o aprofundamento de todas
as conquistas da Reforma Psiquiátrica Brasileira e a defesa da Lei 10.216.

Isto significa o compromisso com a consolidação do SUS, com a ampliação
da rede de atenção psicossocial, com o aumento dos investimentos para os
CAPS, residências terapêuticas, Programa de Volta para Casa, geração de
trabalho e renda, centros de convivência,  ações de educação e formação
permanente em saúde, além do apoio às experiências inovadoras e exitosas
construídas em diversos municípios brasileiros. Dilma representa também o
aprofundamento das ações voltadas à prevenção e tratamento de usuários de
drogas no SUS, respeitando os direitos destes cidadãos.

Pela defesa da Reforma Psiquiátrica, da ampliação do acesso e equidade
em saúde mental no SUS e da efetivação das deliberações da IV Conferência
Nacional de Saúde Mental Intersetorial, apoiamos DILMA PRESIDENTE.

Texto: A Esquizofrenia e a Estrela de David

Publicado: 14/08/2010 em Sem categoria
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Fonte: Forum de Saude Mental da Baixada Santista

Em 1938, a chamada “Noite dos Cristais” marca o início da perseguição aos judeus na Alemanha e na Áustria. Posteriormente, os judeus são confinados em bairros determinados e obrigados a andar com a estrela de David estampada em papelete amarelo e pregada junto a roupa, de forma que fossem facilmente identificados.

Esse segregacionismo também é estendido aos ciganos, comunistas, homossexuais e, inclusive, aos doentes mentais. A Alemanha de Hitler exterminou e perseguiu milhões de pessoas constituindo-se como uma das mais horrendas e vergonhosas páginas da história do Homem. Infelizmente o preconceito e perseguição às minorias chegam até os nossos dias, seja pelo viés das piadas e comentários de gosto duvidoso, seja por grupos organizados como os “skinheads”.

Em 20 de abril de 2010, ao retirar o medicamento do qual faço uso na “Farmácia de Medicamentos Especializados”, em Santos, gerenciada agora pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebo uma carteira amarela com enormes carimbos estampados: ESQUIZOFRENIA.

Confesso que num primeiro momento a única coisa em que pensei foi que havia em minha testa uma tatuagem, um carimbo com meu diagnóstico estampado para que todos pudessem apontar e dizer: “Lá vai o Esquizofrênico”. Teria sido apenas um “ato falho” da burocracia? Quem sabe uma ação inconsciente do recém-admitido gestor da farmácia? Ou seria, então, uma política pensada e planejada para expor e reafirmar o estigma das pessoas?

A Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), assim como outras leis específicas da legislação médica, é ferida frontalmente na medida em que o sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário médico é, escancaradamente e em letras garrafais, divulgado. A “Carteira do Esquizofrênico”, nesse sentido, é uma afronta ao bom senso. Mais do que isso, é ilegal, dissemina o preconceito, ofende a ética e, sobretudo, causa revolta.

Todo o trabalho, treinamento, aprimoramento, debates, documentos, fóruns, leis promulgadas, etc., é jogado por terra por atos que denotam a verdadeira face de governantes descomprometidos com os avanços conquistados pelas lutas dos doentes mentais. A “Carteira do Esquizofrênico” mostra a verdade, ela rotula nossas misérias para calar a nossa voz.

Um governo que se nega a convocar a Conferência Estadual de Saúde Mental; que pouca importância dá a Saúde Mental de nosso município; que sucateou os serviços do Hospital Guilherme Álvaro para entregá-lo à iniciativa privada; que sucateou a antiga “Farmácia de Medicamentos de Alto Custo” para mais uma vez entregar um serviço público à iniciativa privada e que, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Santos, vem precarizando os NAPS, só poderia mesmo mostrar todo o seu pensamento em relação a nós, usuários dos serviços, num “ato falho”: a “Carteira de Louco”.

A burocracia burra e mal intencionada é um dos braços desta máquina de estigmatização. Primeiros os loucos, depois os pobres, depois os negros, e assim por diante, até que todas as vozes contrárias sejam suprimidas.

O passo seguinte ao de retirar a nossa voz é nos colocar novamente nos manicômios (ou nos trinta novíssimos leitos psiquiátricos recém abertos pela Cruzada Bandeirante São Camilo) e, retrocedendo ainda mais, aplicar-nos castigos como o “eletrochoque”, a “solitária” e outros métodos sádicos, que brotam na mente dos que administram as instituições desse caráter, chegando, por fim, à tão sonhada volta da lobotomia, em que o Estado poderia estar livre de despesas e questionamentos.

Não, não tenho vergonha de ser Esquizofrênico. Mas também não posso dizer que fácil lidar com o preconceito. Por todos os lugares onde tento fazer valer a minha cidadania, logo vem a taxação: é louco! Também não é raiva o que sinto, nem indignação. É um sentimento de impotência frente a esta máquina tão poderosa que fatalmente irá desconsiderar meu desabafo com apenas um argumento: “é louco”. E isto é o que faz minhas pernas e meu corpo fraquejarem, mas parafraseando Cazuza no final de sua vida, morro atirando.

Edison de Castro

I ENCONTRO PAULISTA DE CAPSi

Publicado: 26/06/2010 em Sem categoria
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I ENCONTRO PAULISTA DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL PARA A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

INSCRIÇÕES GRATUITAS

Data: 28 de agosto de 2010 (sábado)

Horário: das 09h00 às 18h00

Local: Faculdade de Saúde Pública

Av. Dr. Arnaldo, 715, Cerqueira César

Realização:

LASAMEC – Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

CDH – Crescimento e Desenvolvimento Humano

CCEx – Comissão de Cultura e Extensão

PROGRAMAÇÃO-I ENCONTRO PAULISTA DE CAPSi

Sábado, 28 de agosto de 2010 – MANHÃ
8h às 9h CREDENCIAMENTO
9h às 9h15min Abertura: O LASAMEC e a Saúde Mental Infanto-Juvenil
Palestrante: Professor Doutor Alberto Olavo Advíncula Reis

Coordenador do Laboratório de Saúde Mental Coletiva e Docente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo-PUC-SP.

9h15min às 11h30h-
Mesa Redonda –
Moderadora: Maria Cristina Vicentin

Docente da Pontifícia Universidade Católica

Edith Lauridsen Ribeiro-Os CAPSi e a rede de saúde.

Psiquiatra infantil da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

Cristina Hoffmann-Os CAPSi no Brasil.

Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde.

Raul Gorayeb- O CAPSi Escola: capacitação e formação .

Docente da Universidade Federal de São Paulo e coordenador dos Centros de Referência da Infância e Adolescência.

11h30min às 12h30min Apresentação da Pesquisa: Caracterização Epidemiológica e Sociodemográfica da População Atendida pelos CAPSi- SP
Palestrante: Doutor Felipe Lessa da Fonseca

Doutor pela Pontifícia Universidade Católica- PUC-SP`e Coordenador da Pesquisa.

INTERVALO PARA ALMOÇO: das 12h30min às 14h

Sábado, 28 de agosto de 2010 – TARDE
14h às 16h
(atividades simultâneas) Comunicações Orais: apresentações sobre relatos de experiências, distribuídas em quatro salas, com duração de 10 minutos, relativas aos seguintes eixos temáticos:
1) DEMANDAS EPIDEMIOLÓGICAS NOS CAPSI;

2) PRÁTICAS E CONDUTAS NO SERVIÇO;

3) INCLUSÃO, TERRITORIALIDADE E INTERSETORIALIDADE;

4) FORMAÇÃO, CAPACITAÇÃO E EQUIPES INTERDISCIPLINARES;

Grupos de Trabalho: apresentação e debate sobre material de pesquisa selecionados de acordo com os mesmos eixos temáticos, distribuídos em 04 salas.

INTERVALO: das 16h às 16h30min

16h30min às 17h30min
Encerramento e Considerações Finais
resumo dos relatores dos grupos de trabalho
encaminhamentos

FICHA DE INSCRIÇÃO

Nome:
Instituição:
Função:Formação:

Endereço: Município:

Telefone: E.mail:
Inscrição para:
( ) Participação
( ) Apresentação de trabalho – comunicação oral / relato de experiência

OBS: A apresentação de trabalhos deve ser acompanhada do envio de resumo, juntamente com esta ficha de inscrição para o e-mail encontrocapsi2010@yahoo.com.br.
OBS: As inscrições de trabalhos e/ou participações no encontro independem da realização da inscrição e participação no II Congresso Internacional da Saúde da Criança e do Adolescente.

CRITÉRIOS PARA APRESENTAÇÃO DE RESUMO:

O resumo deve ter no máximo 250 palavras.

Deve-se buscar o enquadramento nos seguintes eixos temáticos:

-Demandas epidemiológicas nos Capsi;

-Práticas e condutas no serviços;

-Inclusão, territorialidade e intersetorialidade;

-Formação, capacitação e equipes interdisciplinares;

Sugestões para composição do Resumo: Introdução, população atendida, local e duração das ações, descrição das práticas, resultado e/ou considerações sobre o trabalho.

Descrição da prática, resultado e/ou considerações sobre o trabalho.

DADOS DA APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
Nome do(s) autor(es):
Título:
Eixo Temático:
( ) Demandas epidemiológicas nos Capsi

( ) Inclusão, territorialidade e intersetorialidade

( ) Práticas e condutas no serviços
( )Formação, capacitação e equipes interdisciplinares

Resumo (máximo de 250 palavras):

Obs: A apresentação de trabalho deve ser acompanhada do envio de resumo, juntamente com A ficha de inscrição para o e-mail: encontrocapsi2010@yahoo.com.br