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Extraído na íntegra de KIAI

Veículo: O Globo
Seção: Ciência
Data: 03/02/2010
Estado: RJ

Um novo estudo mostra que consumir cápsulas de óleo de peixes de água fria, como salmão, atum e sardinha, ricos em ácidos graxos ômega 3, ajudaria a prevenir problemas mentais. Em artigo publicado na revista especializada “Arquivos de Psiquiatria Geral”, os autores afirmam que o uso desses suplementos por três meses parece ser tão eficaz quanto remédios. Este tipo de gordura reduziu em 25% o índice de doenças psicóticas, incluindo esquizofrenia.

Os cientistas realizaram a experiência com 81 indivíduos, de 13 a 25 anos, com um alto risco para transtornos psicóticos. Eles já apresentavam sintomas moderados de psicoses ou tinham história familiar de transtornos mentais, como esquizofrenia. Metade tomou suplementos de óleo de peixe (1,2g de ácidos graxos ômega 3) durante 12 semanas.

A outra parte recebeu apenas placebo (substância inócua). Os grupos foram acompanhados por um ano pela equipe de Paul Amminger, principal autor do estudo.

Embora o número de participantes não seja muito alto, o resultado foi significativo.

No grupo que ingeriu suplementos, dois manifestaram transtorno psicótico. No grupo placebo, este número chegou a 11. Para os autores, o ômega 3 interfere de forma positiva, restaurando os neurônios no cérebro, e a descoberta oferece esperança de ter opções além de fármacos, que causam efeitos adversos importantes, como aumento de peso e disfunção sexual.

Estudo brasileiro tem resultado semelhante No início deste mês, um estudo com ratos, no laboratório da Disciplina de Neurologia Experimental da Unifesp, revelou que o ômega 3 é capaz de regenerar neurônios, o que pode abrir caminho para o desenvolvimento de drogas para regenerar o cérebro de pessoas com epilepsia e alguns tipos de demência. Os resultados são promissores, mas precisam ser confirmados.

Texto original no blog Saúde Mental e Harmonização
Alonso-Fernández (1982) afirmava que a nosografia psiquiátrica compreendia dois gêneros distintos: 1) a variante psíquica meramente anormal, cuja forma mais representativa corresponde às reações vivenciais ou psíquicas anormais e, 2) as variantes psíquicas mórbidas, que se subdividem em neuroses, psicoses e oligofrenias. Ele ainda diferenciou a neurose e a psicose. Dizia que a diferença entre ambas era: etiopatogênica e sintomatológica. Quanto a etiopatogenia, a neuroseé sempre resultante de um conflito intrapsíquico inconsciente (os complexos), enquanto que na psicose há uma disposição endógena ou constitucional. Quanto à sintomatologia, as manifestações são mais intensas na psicose enquanto que nas neuroses ocorre uma diminuição da liberdade acompanhada de angústia. O neurótico se mantém ainda no mundo real enquanto que o psicótico desliga-se deste, mesmo parcialmente.
Campbell (1986) acrescenta à diferenciação de neurose e psicose do Prof. Alonso-Fernández uma outra diferença: o terapêutico. No neurótico somente uma parte da personalidade é afetada e a realidade não se altera qualitativamente, embora o seu valor possa ser modificado quantitativamente. O neurótico atua como se a realidade tivesse o mesmo tipo de significação para ele e para o resto da comunidade. No plano psicopatológico, a mudança psicótica da realidade expressa-se parcialmente como projeção, sendo de um tipo que não ocorre nas neuroses. Nas neuroses, a linguagem como tal nunca é perturbada, ao passo que nas psicoses a linguagem é distorcida e o inconsciente poderá chegar a uma expressão verbal direta. Nas neuroses, o inconsciente nunca alcança mais do que uma expressão simbólica e a regressão a níveis primitivos não são observada na presença de consciência clara. (mais…)