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A Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia – CONEP – procura colocar-se ao lado da classe trabalhadora em seus processos de luta, apoiando as resistências contra o imperialismo que explora e ceifa a vida dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Dessa forma, é imenso o nosso repúdio a Dilma Roussef, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, e à sua repressão policial que, por motivações políticas, deteve e posteriormente prendeu treze companheiros de luta. Os manifestantes foram presos em um ato em frente ao Consulado Americano no Rio de Janeiro, contra a visita de Barack Obama ao país. A prisão foi claramente uma forma de calar aquelas e aqueles que lutam coletivamente para expor as mazelas do imperialismo do capital, para deixar claro que Obama não é bem vindo em nosso país e que os acordos entre as burguesias brasileira e americana trarão mais exploração à maioria da população, que vive do trabalho.

CONEP está entre as muitas entidades que exigem imediata soltura dos presos políticos de Dilma, Cabral e Eduardo Paes, e prestamos total solidariedade e apoio à luta, neste momento tão difícil, de:

  • Gilberto Silva – eletricista
  • Rafael Rossi – professor de estado, dirigente sindical do SEPE
  • Pâmela Rossi – professora do estado e casada
  • Thiago Loureiro – estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça
  • Yuri Proença da Costa – carteiro dos Correios
  • Gualberto Tinoco – servidor do estado e dirigente sindical do SEPE
  • Gabriela Proença da Costa – estudante de Artes da UERJ
  • Gabriel de Melo Souza Paulo – estudante de Letras da UFRJ, DCE UFRJ
  • José Eduardo BRAUNSCHWEIGER – advogado
  • Andriev Martins Santos – estudante UFF
  • João Paulo – estudante Colégio Pedro II
  • Vagner Vasconcelos – Movimento MV Brasil
  • Maria de Lurdes Pereira da Silva – doméstica
Em tempo, convidamos a todos que assinem a petição pública em favor da libertação dos 13 manifestantes presos: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=PSTU



“Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre” (Eduardo Galeano)

Domingo, 20 de março de 2011
Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia

 

 

Manifesto Saúde Mental

Publicado: 17/10/2010 em Sem categoria
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*Saúde Mental Pró-Dilma Presidente*

*Manifesto de Profissionais, Professores, Usuários, Familiares e Movimentos
Sociais de Saúde Mental a favor de DILMA PRESIDENTE*

O Brasil vive um momento de definição do futuro de suas políticas
públicas. Apresentam-se aos eleitores dois projetos políticos distintos.

Dilma representa a certeza de continuar avançando nas profundas
mudanças  sociais alcançadas pelo  governo Lula, e de garantir a
sustentabilidade e aprofundamento destas políticas de inclusão social e
equidade.

O projeto Dilma defende uma visão de Estado responsável por
políticas públicas efetivas de inclusão social, pleno emprego, combate à
miséria e à iniqüidade,  educação e saúde públicas de qualidade. A esta
visão opõe-se à de um Estado mínimo, onde as oportunidades seriam reguladas
pelo mercado.

No campo da Saúde, o projeto Dilma é de fortalecer o SUS, ampliando
o acesso com qualidade, a partir da atenção básica, com forte participação
do Estado – governo federal, estados e municípios – e participação
complementar do setor privado e filantrópico. Este projeto é o oposto da
proposta de um SUS mínimo, com baixa participação estatal e terceirização e
compra de serviços de instituições privadas e filantrópicas. No projeto de
Saúde de Dilma, o estado tripartite é o eixo e estrutura do SUS, e os
setores privado e filantrópico seu complemento.

Os oito anos do atual governo reduziram a pobreza e promoveram a
mobilidade econômica e social de uma importante parcela da população
brasileira, com o  aumento do emprego e do valor real do  salário  mínimo e
expansão do crédito. Além disso, houve a ampliação do acesso a serviços de
saúde, educação, lazer, cultura e o aumento do consumo por TODAS as camadas
da  população.  Todos os indicadores sociais refletem esta melhora objetiva
na vida dos brasileiros, especialmente das camadas mais pobres: renda,
mortalidade infantil, esperança de vida ao nascer, escolaridade, consumo de
bens materiais e simbólicos, acesso à cultura e vários outros.

Na área da saúde mental, o governo Lula expandiu a rede de Centros de
Atenção Psicossocial (CAPS), que passaram de 420 em 2002 para 1570 em 2010,
estando este serviço presente hoje em todos os estados do país; ampliou as
ações de saúde mental junto à Saúde da Família, com a implantação de 1.100
NASFs; criou o Programa De Volta para Casa por meio de Lei, beneficiando
3.600 pacientes egressos de longas internações; reduziu 20.000 leitos de
manicômios; implantou serviços de saúde  mental para crianças e
adolescentes. O financiamento da saúde mental passou a privilegiar a rede
comunitária de serviços, destinando 75% dos recursos para ações
extra-hospitalares, ao contrário do que ocorria até 2002, quando 80% dos
recursos eram integralmente utilizados em hospitais psiquiátricos. Ocorreu
uma real mudança do modelo de atenção, que é reconhecida e celebrada por
organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde, mudança esta
que precisa ser defendida, aprofundada e aperfeiçoada.

Além disso, investiu fortemente na rede de tratamento para
usuários de drogas, criando novas estratégias e serviços para esta população
(consultórios de rua, casas de acolhimento transitório, projetos de redução
de danos), sempre na perspectiva dos direitos humanos, da tolerância e da
inclusão social. Houve também o aprofundamento da integração com a Economia
Solidária, por meio da expansão  dos empreendimentos de geração de renda e
economia solidária de usuários e familiares, que hoje chegam a mais de 400
experiências.

Durante o governo Lula, foi realizada a IV Conferência Nacional de
Saúde Mental Intersetorial, que mobilizou 46.000 participantes em todo o
país para a discussão sobre as políticas públicas de saúde mental em todo o
país. Isto representa o compromisso inequívoco deste governo com a
participação social nas instâncias de deliberação do SUS.

Todos estes avanços estão ameaçados diante do projeto apresentado pelo
candidato adversário, que defende uma política de internação em enfermarias
fechadas nos manicômios, como a única forma de tratamento para o complexo
problema das drogas, sobretudo do crack. Além disso, este modelo diminuiu os
investimentos públicos na rede de saúde mental, intensificou a terceirização
dos serviços públicos e impediu a participação social, pela decisão isolada
do Governo de São Paulo de não realizar a IV Conferência Estadual de Saúde
Mental

Entendemos que a candidata Dilma representa o aprofundamento de todas
as conquistas da Reforma Psiquiátrica Brasileira e a defesa da Lei 10.216.

Isto significa o compromisso com a consolidação do SUS, com a ampliação
da rede de atenção psicossocial, com o aumento dos investimentos para os
CAPS, residências terapêuticas, Programa de Volta para Casa, geração de
trabalho e renda, centros de convivência,  ações de educação e formação
permanente em saúde, além do apoio às experiências inovadoras e exitosas
construídas em diversos municípios brasileiros. Dilma representa também o
aprofundamento das ações voltadas à prevenção e tratamento de usuários de
drogas no SUS, respeitando os direitos destes cidadãos.

Pela defesa da Reforma Psiquiátrica, da ampliação do acesso e equidade
em saúde mental no SUS e da efetivação das deliberações da IV Conferência
Nacional de Saúde Mental Intersetorial, apoiamos DILMA PRESIDENTE.

Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços

Publicado: 17/10/2010 em Sem categoria
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Fonte: Revista Forum

Serra representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir  atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Por Leonardo Boff
[15 de outubro de 2010 – 10h57]
O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”. Nos últimos anos, particularmente sob a administração do presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo. Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.

O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira(1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo”. As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.

Esse inestimável legado não pode ser posto em risco. Apesar dos erros e desvios ocorridos durante seu governo, que importa reconhecer, corrigir e punir, as transformações devem ser consolidadas e completadas. Esse é o significado maior da vitória da candidata Dilma que é portadora das qualidades necessárias para esse “fazimento”continuado do novo Brasil.

Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir  atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como  irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar em crise. Dizem, nele devemos nos  inserir, mesmo que seja de forma subalterna. Caso contrário, pensam eles, seremos condenados à irrelevância histórica. Isso aparece claramente quando Serra aborda a política externa. Explicitamente se alinha às potências centrais, imperialistas e militaristas que persistem no uso da violência para resolver os problemas mundiais, ridicularizando o intento do Presidente Lula  de fundar uma nova diplomacia baseada no dialogo e na negociação sincera na base do ganha-ganha.

O destino do Brasil, dentro desta opção,  está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas  dos brasileiros. A autonomia do Brasil  com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.

Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos.  As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.

Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.