Erro médico que deixou menina em coma é apurado

Publicado: 05/12/2010 em Sem categoria
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Fonte: Rede Nacional de Advogados
(18/07/2008 11:29:00)
A unidade é administrada pela secretaria municipal de Saúde em parceira com o Hospital Albert Einstein
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar possível erro médico no caso da menina Shirley Fernandes, de 2 anos, que entrou em coma enquanto era atendida no Hospital do M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital, para tratar uma crise de bronquite. Cíntia Fernandes, mãe da garota, prestou depoimento nesta quarta no 100º Distrito Policial (Jardim Herculano). A menina passará por uma perícia no Instituto Médico Legal. Funcionários do hospital também devem ser convocados para depor.
Na manhã do dia 9 de abril, Cíntia levou a filha, que estava com chiado na respiração, para ser atendida no Hospital do M’Boi Mirim. A unidade administrada pela secretaria municipal de Saúde em parceira com o Hospital Albert Einstein havia sido inaugurada na véspera com a presença do governador José Serra e do prefeito Gilberto Kassab.
Segundo a mãe, por volta das 15h30, Shirley recebeu uma injeção de medicamento e começou a passar mal. A menina ficou cinco dias em coma. Hoje, ainda internada, ela não fala, não se movimenta e se alimenta apenas por uma sonda. Depois de ter recebido uma queixa da família, o Conselho Regional de Medicina também instaurou uma sindicância para investigar o que ocorreu com a menina durante o atendimento no hospital.
A direção do Hospital do M’ Boi Mirim alega que Shirley foi vítima de uma “fatalidade” e descarta erro médico ou na dosagem do medicamento aplicado. Ao ser atendida, a garota recebeu inalação, soro e remédio corticóide intramuscular. A paciente, segundo o hospital, teve um quadro convulsivo súbito, seguido de parada cardio-respiratória. A direção da unidade diz ainda que a menina, “provavelmente” já apresentava problemas neurológicos anteriores.
“Ela nunca teve convulsão antes. Só teve problema neurológico depois do atendimento no hospital naquele dia“, afirmou Cíntia Fernandes, a mãe de Shirley.
A secretaria municipal de Saúde vai mandar o caso para o CRM. Diz também que ainda não foi informada oficialmente sobre a instauração do inquérito policial, mas promete colaborar com a apuração.
“É do interesse desta pasta garantir a qualidade do serviço prestado nas unidades do município“, informou por e-mail.

 

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