Má alimentação: livre-arbítrio ou vício?

Publicado: 04/09/2010 em Sem categoria
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Fonte: Saúde Plena

Andrade Comunicação & Marketing

O consumo excessivo de comida gordurosa pode causar dependência parecida com a que assola viciados em drogas como heroína ou cocaína. E o mecanismo cerebral do obeso pode ser estar tão prejudicado quanto o do drogado. Pelo menos é o que sugere pesquisa publicada recentemente na revista Nature Neuroscience.

O estudo, realizado com ratos em laboratórios, verificou que alguns tipos de comida causam a diminuição dos receptores de dopamina, substância responsável pela sensação de prazer. Com a diminuição dos receptores, os cérebros dos ratos superalimentados demandam uma quantidade maior de gordura para que o organismo registre satisfação. O mesmo ocorre no cérebro do ser humano viciado em drogas.

Ao sugerir que deixar de comer compulsivamente está além da força de vontade, a pesquisa suscitou uma série de novas questões e reanimou velhos mitos no debate sobre a alimentação. Somos manipulados pela indústria de fast-food? Ou escolhemos o que comer por livre-arbítrio? Enquanto aguardamos respostas para essas questões, o importante é comer bem, mantendo uma alimentação saudável e equilibrada, que mantenha a boa forma e evite complicações com o peso.

No Brasil, os gastos com medicamentos, diagnósticos e internações para combater os problemas com o sobrepeso e a obesidade consomem, por ano, cerca de R$ 1,2 bilhão do Sistema Único de Saúde – SUS.

Para se ter ideia da gravidade do problema, entre cinco e oito milhões de crianças brasileiras são obesas. É nessa faixa de idade onde está concentrada boa parte dos esforços publicitários das empresas produtoras de guloseimas, pois se trata de um público receptivo a novos produtos e capaz de adotar padrões de consumo para o resto da vida.

É preciso atuar em diversas frentes para combater a obesidade. Os centros urbanos, por exemplo, necessitam de mais locais recreativos para a prática de atividades físicas. Os rótulos dos produtos alimentícios precisam explicitar a composição e o valor energético de cada alimento. A propaganda de comida no horário da programação infantil tem de ser revista. Sem contar subsídios para produtos com baixa caloria e programas educativos para promover hábitos alimentares saudáveis. Só assim será possível estimular o brasileiro a comer bem, pelo menos não em excesso.

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