Poema, por William Rodrigues

Publicado: 18/05/2010 em oficina CAPS-III SBC, Reforma da Saúde Mental

A ESTAÇÃO DOS AMORES

.

Quando florecem as flores

É a estação dos amores no meu país

.

Brancas, vermelhas, rosas

Lindas, faceiras, formosas

Sou mais feliz.

.

É a estação dos amores

Quando florecem as flores

No meu país

.

Brancas, vermelhas, e rosas

Lindas, faceiras, formosas

Sou mais feliz.

.

E quando o inverno chegar

Eu só queria

Estar perto de alguém

.

Colo meu rosto à vidraça

Vejo a hora que passa

e ela não vem

.

Então ponho-me a chorar

Quase não pode acreditar o meu coração

Meu bem surgiu na esquina

e ela não vem sozinha

Trás o verão.

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comentários
  1. Querida Shirley, muitíssimo obrigada por seus comentários nos posts do William. Foi lendo-os que fiquei sabendo da morte deste que é tão especial e está imortalizado com suas poesias. É uma grande honra para mim ter podido fazer parte desta homenagem a William, pessoa de alma sensível, iluminada em suas poesias. O blog e os comentários no blog eram para William motivo de grande alegria. Obrigada de novo.

  2. shirley lourenco disse:

    Que nosso Mestre Jesus te receba em seus braços….que vc consiga a paz merecida

    Shirley

  3. Quando uma família nota
    Que um filho ou um pai
    Não sabe se entra ou sai
    Passa a servir de chacota
    A infelicidade brota
    Neste lar, sem precisão
    E um mar de aflição
    Sem aviso aparece
    Muita gente se esquece
    Que o “louco” é um cidadão.

    Os entes, desesperados
    Sem saber o que fazer
    Tentam o “louco” convencer
    A se juntar aos drogados
    Que já estão internados
    Por ter perdido a razão;
    O “doido” grita que não
    E logo o tempo escurece.
    Muita gente se esquece
    Que o “louco” é um cidadão.

    Já o sistema de saúde
    Que é publico não tem
    Ambulância para ninguém
    E ao pobre não ilude
    Mandar tomar atitude
    E a família na aflição
    Chama logo um camburão
    E a policia aparece
    Muita gente se esquece
    Que o “louco” é um cidadão.

    Já depois de ser fixado
    E desfeito o engano
    Passa ser chamando “insano”
    E ao hospital é levado
    Lá depois de ser dopado
    É devolvido a nação
    Como sendo um doidão
    Que respeito não merece.
    Muita gente se esquece
    Que o “louco” é um cidadão.


    Seu Ribeiro
    18 de maio, dia da Luta Antimanicomial!

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