Antipsiquiatria

Publicado: 25/04/2010 em Reforma da Saúde Mental
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Antipsiquiatria

Fonte: Psiquiatria Online

Existem duas séries importantes de fatos que levaram ao surgimento daantipsiquiatria:

a)   os conceitos que expõem as dúvidas sobre a vigência do modelo médico da psiquiatria e que concebem a loucura como produto sociogenético.

b)   as deficiências das instituições psiquiátricas que expõem a necessidade urgente de modificar esta assistência acabando definitivamente com o manicômio-asil, autêntico produtor de perturbações irreversíveis.

A antipisiquiatria  como movimento científico iniciou-se na Grã-Bretanha. Ronald D. Laing, David Cooper e Aaron Esterson foram os seus criadores, sendo o segundo o que impregou o termo pela primeira vez.

Os precursores da antipsiquiatria

Um estudo objetivo e documentado acerca da atitude da sociedade frente à perturbação mental é a obra de George Rosen intitulada Madness in Society. Chapters in the Historical Sociology of Mental Illness (A loucura na Sociedade. Capítulos para a Sociologia Histórica da Doença Mental),1967. A análise documentada que este autor fez das reações da sociedade face à perturbação mental sempre em função dos conhecimentos existentes em cada momento histórico é seguramente a melhor resposta às posições deformadas derivadas da visão apaixonada ou condicionada por fatores ideológicos de alguns autores. Rosen descreve  a evolução da concepção da loucura por parte da sociedade em chegar a atitudes maniqueístas nem fáceis demagogias. Como uma atitude muito consciente das muitas coisas que ainda se ignoram, o autor analista, num magistral percurso ao longo da história da cultura ocidental, a existência do fenômeno que é o pânico coletivo face à alienação e a possibilidade de que uma sociedade evoluída possa superar tal atavismo. Depois de ler Rosen pode afirmar-se que a história da loucura vai muito mais atrás enquanto a história da psiquiatria é muito mais moderna. Esta não pretende curar a loucura; só pretende que seja superado um conceito de loucura que não tinha sentido sob o ponto de vista científico.

A antipsiquiatria coloca, entre outras coisas, uma nova perspectiva da relação entre o médico e o doente mental. Sugere uma interação íntima e prolongada entre ambos e, sobretudo, desprovida de qualquer sinal coercitivo ou paternalista.

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