Poemas de Ivan Ribeiro

Publicado: 09/04/2010 em oficina CAPS-III SBC, Reforma da Saúde Mental

Versos Noturnos

.

Aqui, ao pé da noite não tão veloz

Onde eis-me coa dor de poeta de versos

Feitos como quem morre, são diversos

Meus confeitos a calar o que me há voz.

.

Já não me conheço, pois nem bem persos

são meus dias, mas me vejo o albatroz

que inda bate asas num destino feroz

além do horizonte, além de imersos…

Dor de poeta é dor de um verso que não fez

mas sentiu; sentir é o que faz sentido,

sentido é o que faz sentir… mais de uma vez.

Jamais quis bem dizer o altar vendido

tão cheio de graça por Deus… se desfez

meu juízo, faz falta meu comprimido.

Ivan Ribeiro

*****

Todo

Acho feio falar bonito,

Pois falando ninguém entende.

Acho bonito falar feio,

Pois falando alguém aprende.

Ivan Ribeiro

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