Poesia, por Ivan Ribeiro

Publicado: 25/02/2010 em oficina CAPS-III SBC, Reforma da Saúde Mental
Tags:

A voz de um poeta

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Esta voz rouca em que veio me afirmar

O poeta que sou, noutro já foi exemplo

De uma jóia rara em fúria do templo

Que fez dela mais alta. Por quem gritar?

.

Esta voz baixa em que veio me operar

O louco que sou, noutro já não vem p´lo

Que foi real, e nem mesmo contemplo

Mais o sinal que fiz dela. Por me almar?

.

O poeta que fui em mim fez-se o louco

Em mais sintonia comigo mesmo;

O louco que sou em mim faz-se o poeta.

.

Noutro poeta, o tom nunca foi tão pouco

Em mais harmonia, porém sendo a esmo;

Vale-me o silêncio… a alma da caneta.

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Ivan Ribeiro

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comentários
  1. elicelma disse:

    parabéns! fico feliz por ainda existir pessoas assim.

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